"O Passado do Amanhã" me fez querer morar nesse universo
Se tem uma coisa que eu valorizo num livro de fantasia é quando ele consegue ser original, divertido e ainda me deixar com vontade real de morar dentro daquele
19 de maio de 2025
Se tem uma coisa que eu valorizo num livro de fantasia é quando ele consegue ser original, divertido e ainda me deixar com vontade real de morar dentro daquele universo. E foi e... Se tem uma coisa que eu valorizo num livro de fantasia é quando ele consegue ser original, divertido e ainda me deixar com vontade real de morar dentro daquele universo. E foi exatamente isso que O passado do amanhã , da autora brasileira Giselle Arruda , me entregou: uma mistura de mitologia nova , viagens no tempo , e uma protagonista que carrega mais mistérios do que ela mesma imagina. Contexto da história A trama acompanha a Dolores (ou melhor, Lore) uma jovem que, após descobrir que tem uma doença genética rara, vai morar com um tio misterioso que ela nunca viu na vida. Só que a tal visita inocente vira uma espiral de acontecimentos bizarríssimos: objetos ganham vida, vozes surgem do nada (inclusive de móveis ), e Lore encontra uma chave que basicamente vira sua vida do avesso. A partir daí, ela descobre que é uma Sankh , parte de um grupo raro com a habilidade de transitar por diferentes vidas e tempos, tudo conectado a uma deusa poderosa e a uma profecia ancestral. Sim, temos aqui um prato cheio pra quem curte fantasias com elementos místicos e temporais . Desenvolvimento da história e dos personagens A jornada da Lore é recheada de elementos que instigam qualquer leitor de fantasia : uma profecia que a liga a sete vidas diferentes, personagens que parecem entrelaçados ao destino dela de formas que nem eles compreendem, e uma ameaça crescente encarnada na figura da Imperatriz (esse plot me pegou de jeito , tá?). Lore passa de uma jovem pragmática e cética para alguém disposta a encarar um destino cheio de consequências, e que mesmo sendo do jeitinho dela, ela abraça cada uma das missões e “obrigações” que ela tem que desempenhar. A relação Zarid, o típico personagem que começa irritante e depois te conquista, trazem camadas à trama, cada interação deles me deixava ansiosa por mais, e eu nem entro no assunto dos plots que envolvem esses dois (queria um Zarid pra mim!!!). Outro ponto positivo: nenhum personagem aqui é raso . Até a vilã é bem construída, com motivações complexas e