Não Confie em Ninguém, de Charlie Donlea: suspense em formato de documentário que vai te deixar paranoica
Não sei vocês, mas eu sou cadelinha de um bom suspense, daqueles que te fazem duvidar de todo mundo e ainda assim você cai feito uma idiota no último plot twist
15 de maio de 2025
Não sei vocês, mas eu sou cadelinha de um bom suspense, daqueles que te fazem duvidar de todo mundo e ainda assim você cai feito uma idiota no último plot twist. Não Confie em N... Não sei vocês, mas eu sou cadelinha de um bom suspense, daqueles que te fazem duvidar de todo mundo e ainda assim você cai feito uma idiota no último plot twist. Não Confie em Ninguém fez exatamente isso. Tipo: "ah, essa aqui é inocente, certeza", e dez páginas depois: "hum, talvez psicopata?" Foi uma montanha-russa emocional onde o cinto de segurança era feito de fita crepe. Contexto : Sidney Ryan é uma produtora de documentários que ficou conhecida por fazer justiça com as próprias câmeras. Literalmente: os documentários dela reabriram casos, libertaram condenados e viraram fenômenos de audiência. Então quando Grace Sebold, presa há dez anos por um assassinato que jura não ter cometido, escreve pedindo ajuda... Sidney faz o que qualquer jornalista com sede de verdade faria: compra a passagem pro Caribe e vai ouvir a tal versão da história. E é aí que o buraco começa a ficar beeem mais embaixo. Grace era estudante de medicina e estava na Ilha de Santa Lúcia com o namorado, Julian, pra curtir o casamento de uma amiga. Só que o “romance tropical” termina com Julian morto, uma cena de crime estranha e uma única suspeita óbvia: Grace. Tinha jantar marcado, só os dois sabiam, e, adivinha? Foi ali mesmo que acharam o corpo. A versão da polícia é rápida, a condenação, também. Mas agora, com o documentário no ar, e detalhe: indo ao ar ao mesmo tempo em que está sendo filmado, Sidney se propõe a recontar essa história em tempo real. E quanto mais ela investiga, mais dúvidas aparecem. Grace parece inocente? Às vezes. Às vezes não. O livro joga com isso o tempo inteiro. É como se o leitor também estivesse assistindo ao documentário: coletando pistas, criando teorias, desconfiando de todo mundo, até de si mesmo. E aí chega uma carta anônima. Uma frase muda o jogo: “Você está sendo enganada.” Desenvolvimento da história e dos Personagens Vou começar falando de Grace, porque ela foi o verdadeiro caos desse livro pra mim. Simplesmente não dava pra ter uma opinião concreta sobre ela. Era uma montanh