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A Lanterna das Memórias Perdidas: Vale a Pena Ler?

Se tem algo que sempre me prende em um livro, é quando a premissa parece simples, mas se transforma em algo muito maior. E vou dizer que esses livros de “ficção

29 de março de 2025

A Lanterna das Memórias Perdidas: Vale a Pena Ler?
Se tem algo que sempre me prende em um livro, é quando a premissa parece simples, mas se transforma em algo muito maior. E vou dizer que esses livros de “ficção de cura” sempre... Se tem algo que sempre me prende em um livro, é quando a premissa parece simples, mas se transforma em algo muito maior. E vou dizer que esses livros de “ficção de cura” sempre me surpreendem dessa forma. Eu sei, eu sei, geralmente parece um livro em que nada acontece ( precisamos ser sinceros ), mas ao mesmo tempo, isso me encanta demais. A Lanterna das Memórias Perdidas começa assim, como quem não quer nada. O livro inicia com um estúdio fotográfico, um homem que trabalha lá, tudo aparentemente normal. Mas logo no primeiro capítulo, poucas páginas depois de você ficar " ué, o que tá acontecendo aqui? ", a história revela seu verdadeiro propósito e acaba surpreendendo. Contexto Hirasaka trabalha em um estúdio fotográfico, onde todos os dias recebe entregas de fotos, dentro de pacotes e caixas que podem variar de tamanho. O que isso tem de tão especial? Você pode estar se perguntando ( eu me perguntei ). A quantidade de fotos determina quantos dias as pessoas viveram . O estúdio não é um estúdio comum; é um lugar intermediário entre a vida e a morte , e as pessoas que passam por ali acabaram de falecer. Hirasaka, então, é responsável por ajudá-las a passar por essa etapa, como um guia. Sua tarefa é profundamente simbólica: ele deve fazer com que cada pessoa escolha uma foto para cada ano vivido, para no final montar um tipo de "filme da vida". Sabe aquelas histórias de experiências de quase morte em que as pessoas dizem ter visto um filme passar diante de seus olhos? Aqui, isso acontece de forma consciente, meticulosa, quase ritualística, e quem escolhe essas imagens, é justamente a pessoa que viveu todas elas. Mas há um mistério que ainda permeia pela história, uma coisa além: o próprio protagonista. Hirasaka não tem memórias de si mesmo, apenas uma única foto. Ele não sabe como foi parar ali, nem o motivo. Seu maior desejo? Encontrar alguém que se lembre dele. E é justamente nesse dilema que a história se desenvolve: enquanto ele ajuda os outros a resgatar suas lembranças mais precio

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