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Não é você, sou eu: como abandonar livros sem culpa

Eu sempre fui a pessoa que tinha dó de abandonar livros, por vários motivos: eles não são baratos, eu ficava com pena de deixar uma história incompleta, e ainda

20 de janeiro de 2025

Não é você, sou eu: como abandonar livros sem culpa
Eu sempre fui a pessoa que tinha dó de abandonar livros, por vários motivos: eles não são baratos, eu ficava com pena de deixar uma história incompleta, e ainda pensava: “Vai qu... Eu sempre fui a pessoa que tinha dó de abandonar livros, por vários motivos: eles não são baratos, eu ficava com pena de deixar uma história incompleta, e ainda pensava: “Vai que a história fica melhor depois, né?”. Mas, com o tempo, comecei a perceber que existem livros demais no mundo pra eu simplesmente perder meu tempo com aqueles que não me fisgaram. Sei que às vezes o problema pode ser o 'mood', tipo, eu não estar no momento certo para aquele tipo de leitura, mas outros livros… bem, eles simplesmente não me pegam. O primeiro foi A Montanha é Você , da Brianna Wiest. Eu me lembro de ter visto uma indicação desse livro em um vídeo que falava sobre pessoas perdidas aos vinte e poucos anos – quem nunca passou por uma crise de idade? Coloquei na lista e comecei a ler, mas logo percebi que era pura conversa de coach. Li 54 páginas e, honestamente, já achei o suficiente. O segundo foi Quantic Love , da Sonia Fernandez-Vidal. Eu queria algo no estilo da Ali Hazelwood, com uma pegada de ciência e tal, mas, sinceramente, foi uma péssima ideia. Li 53 páginas e foi um esforço. A protagonista não me cativou, e os temas de ciência e física eram abordados de forma tão superficial que parecia mais uma curiosidade jogada ali do que uma exploração orgânica do tema. E, por último, comecei um livro nacional com um protagonista autista, caso você não saiba, eu sou autista e estava procurando um pouquinho de representatividade, mas logo na primeira interação com o pai do protagonista, ele soltou uma frase totalmente errada, algo como: “Não deixe suas crenças limitantes te impedirem de crescer”. Mas a descrição do que o protagonista sentia, não era uma crença limitante, era um traço bem claro do autismo, e isso é uma deficiência, nós não lidamos com as coisas da mesma forma que as pessoas que são neurotipicas, e não é porque os nossos problemas parecem “menores” ou “simples” de serem resolvidos, que eles devem ser tratados como crenças limitantes. Por que estou contando isso? Só para ressaltar que exi

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